segunda-feira, 16 de maio de 2011

Seu cavalo precisa de dentista?


É claro que...SIM! Por quê? Por vários motivos. Em primeiro lugar, o cavalo que conhecemos hoje vive em um ambiente completamente adverso daquele que seria natural para ele. Em condições naturais, os cavalos passam mais de 50% de seu tempo pastando. Este comportamento gera um desgaste natural dos dentes, que no sistema atual de manejo, freqüentemente não acontece. Sem este desgaste, os dentes formam ganhos e pontas que provocam ferimentos no interior da boca do cavalo, causando desde dor e consumo inadequado da ração até a má digestão dos alimentos que não são mastigados como deveriam. Confira nesta seção o que diz o Médico Veterinário Luiz Fernando Rapp de Oliveira Pimentel, especializado em dentição eqüina.

“O eqüino é um animal de pastoreio contínuo. Os lábios são as principais estruturas de apreensão e os incisivos são responsáveis pelo corte da forragem no pasto. Durante o pastoreio, os lábios são puxados para trás e permitem que os dentes incisivos cortem a grama em sua base.
Animais soltos em pastagem normalmente gastam 10 a 12 horas diárias comendo em sessões que duram de 30 minutos a 3 horas. O mesmo acontece com os eqüinos confinados em piquetes com acesso a feno à vontade. Diferentemente destes animais, o cavalo confinado em baia, que come rapidamente seu concentrado e tem acesso a limitada quantidade de pastagem, não usa seus dentes incisivos para cortar. Desta forma, devido ao menor atrito, os incisivos tornam-se mais longos que o normal, impedindo que os dentes molares e pré-molares tenham um contato adequado para triturar os alimentos e iniciar o processo de digestão de forma satisfatória.
A amplitude do movimento da mandíbula durante a mastigação é afetada pelo tipo e tamanho das partículas ingeridas. Os cavalos alimentados com concentrados e fibras trituradas ou picadas tem o movimento lateral da mandíbula menor quando estão mastigando se comparados com aqueles em pastoreio livre ou alimentados com feno de forragem de haste longa.

O cavalo adulto possui seis incisivos superiores e seis inferiores. Estes dentes apresentam a forma temporária (dente de leite) e a permanente. As arcadas superior e inferior possuem 3 dentes pré-molares e 3 molares de cada lado da boca. Os pré-molares também apresentam as duas formas (temporária e permanente) enquanto que os molares apresentam somente a permanente. O período de 2 a 5 anos é de fundamental importância para a saúde da arcada dentária dos cavalos. Neste período ocorrem 24 mudas e erupções de dentes. Qualquer retenção ou atraso na erupção de um dente afetará o desgaste normal e terá conseqüências para o resto da vida do cavalo. Outra característica importante da anatomia dentária dos eqüinos é a largura e a inclinação das arcadas. A arcada inferior é mais estreita que a superior tanto na distância entre os ossos quanto na área da superfície dentária. Isto favorece a formação de pontas próximas à língua na arcada inferior e junto à bochecha na arcada superior quando a mastigação não é adequada. Durante a mastigação, a mandíbula realiza um movimento circular de um lado para o outro com um limitado movimento de frente para trás. Em um boca “bem balanceada”, a mandíbula move-se livremente de um lado para outro e é possível ouvir o barulho dos molares e pré-molares raspando uns sobre os outros durante a trituração dos alimentos. O cavalo pastando ou alimentado com feno à vontade têm uma movimentação lateral das mandíbulas ampla ou completa. Já animais com acesso limitado a volumoso ou alimentados com volumoso triturado, têm movimentação lateral das mandíbulas limitada,. Esta alimentação não promove um desgaste apropriado dos dentes pré-molares e molares, favorecendo o aparecimento de pontas.

Para compensar o desgaste natural dos dentes, os cavalos possuem dentes com longas raízes que promovem a erupção dentária contínua ao longo da vida do cavalo. Esta erupção contínua ocorre a uma taxa de 2 a 4 mm por ano. Este é o motivo que indica que as pontas devem ser aparadas anualmente. A seguir estão relacionados alguns dos principais sintomas de problemas odontológicos:


- falta de apetite
- demora para comer, ou come de forma pausada
- dificuldade de mastigação com o alimento caindo da boca
- durante a mastigação a saliva sai da boca
- dificuldade de apreensão do alimento
- mau hálito
- cólicas, impactação de esôfago e diarréia
- dificuldade de ganho de peso, magreza
- dor facial, com ou sem presença de deformação do crânio
- alterações e dificuldades de equitação (cavalo “briga” com a embocadura, tem dificuldades de virar para um ou ambos os lados etc.).
- sangramentos pela narina
- sinusite
- obstrução respiratória


Como descobrir se o cavalo apresenta problemas de mastigação:

1. Histórico: verifique se o cavalo já teve problemas anteriores.

2. Observe a mastigação: veja se a mandíbula movimenta-se livremente, se há dificuldades para apreender os alimentos; faça este teste oferecendo forragem de hastes longas.

3. Apalpe o crânio e as arcadas: veja se há sinais de inchaço ou deformidade ou presença de pontas ou ondulações na arcada, que são perceptíveis ao tato por fora da cabeça; como referência, trace uma linha reta do final do olho até a arcada dentária do cavalo e este é o ponto de localização do último molar.

4. Afaste os lábios do cavalo: verifique se os dentes incisivos têm formato normal; qualquer anormalidade irá refletir sobre toda a arcada e na mastigação e digestibildade.

5. Verifique o aspecto das fezes: as fibras devem ter tamanho máximo de 1 cm e não apresentar grãos inteiros.

Estas diretrizes podem facilitar o diagnóstico de alguns dos casos de distúrbios odontológicos. Um diagnóstico completo só pode ser feito com o uso de equipamento adequado e por um especialista da área.”

Luiz Fernando Rapp de Oliveira Pimentel é Médico Veterinário e presta serviços odontológicos para eqüinos. Para entrar em contato com este profissional, ligue para um dos números abaixo ou faça contato através do endereço eletrônico luizrapp@unisys.com.br.

0XX11 96062828
0XX11 55490584

quarta-feira, 11 de maio de 2011


Cavalo
Doenças e Afecções - Cólica Eqüina
As cólicas são resultantes de doenças do aparelho digestivo ou de outros órgãos e, são classificadas como verdadeiras e falsas.
As cólicas verdadeiras são causadas por doenças dolorosas do estômago e intestinos, com defecação anormal.
As falsas cólicas são oriundas de enfermidades do peritônio, baço, rins, órgãoes internos, assim como de doenças infectuosas ou intoxicações alimentares.
Como o cavalo tem um estômago pequeno, que exige rações frequentes e pouco volumosas, a maioria dos casos de cólicas tem origem em uma irregularidade na alimentação. Os ataques de cólicas surgem como conseqüência de alterações bruscas na qualidade de alimentos, irregularidade na distribuição da ração, alimentos finamente moídos, refeição imediatamente antes da entrada no trabalho e abeberamento depois da refeição e alimentos deteriorados. 
 
SINTOMAS - existe dois tipos de cólica: a espamódica e a flatulenta.
  • Espamódica - a dor é contínua, de maneira que, entre os ataques, o cavalo pode mostrar aparência normal. Durante o ataque, os principais sintomas são os seguintes: o animal deita-se e levanta-se; retorce-se no solo; dá cabeçadas na barriga; dá patadas e traspira profundamente; apresenta a boca seca e conjuntiva injetada; à medida que o mal progride, os períodos de calma vão se tornando mais curtos e os espasmos mais intensos.
  • Flatulenta - que resulta da distensão do estômago ou intestino pelos gases produzidos em excesso pela fermentação dos alimentos, mostra estes sintomas: dor contínua, porém, pouco intensa; o abdome apresenta-se distendido e o animal muda constantemente de posição, com vontade de deitar-se mas com medo de fazê-lo.  

    TRATAMENTO - o tratamento da cólica é feito com a finalidade de eliminar a causa e aliviar a dor. O animal deve ser colocado numa baia, sem comida. Em seguida o médico veterinario deve ser comunicado para que possa aplicar a medicação correta. 
     

    Lúcia Helena Salvetti De Cicco
    Diretora de Conteúdo e Editora Chefe

terça-feira, 3 de maio de 2011

Momentos da Cavalgada do Rancho


A cavalgada do Rancho aconteceu no dia 23 de Abril, no Bar do Rildo, Venda Azul, onde os muitos cavaleiros se reuniram para entao iniciarem a Cavalgada.








Na foto, esquerda para direita, Marcos Barcelos, proprietario do Rancho Dois Corações e empresario do ramo de Granitos, da Marmoraria Barcelos em Mutum, e Junior Mariano, empresario do ramo de Grafica, amigo e companheiro de cavalgadas do Rancho.







Namar Alex, gerente de vendas da IZI Internet Banda Larga, em Mutum/MG., uns dos maiores parceiros e  patrocidares da Cavalgada do Rancho.









Karuza Leonella,  esposa  de  Marcos Barcelos, montando o Califa do Saara, filho do Garanhao homozigoto, campeao de varios titulos, da raça pampa, Aché da Casa Nova.  






Thiago, advogado, amigo e companheiro de Cavalgada do Rancho 2 Corações.











Os Cavaleiros seguiram em marcha, com percurso de aproximadamente 20km, e na chegada foram servidos com uma Feijoada de 1º  e muita Cerveja....